Má frase

Por Gustavo Saad e Guilherme Raia

No último sábado, 23 de Novembro, a partida entre Vasco da Gama e o campeão Cruzeiro marcava 2 x 0 para os mandantes no placar, quando uma das várias câmeras dispostas no estádio flagrou um diálogo entre o meia Júlio Baptista e o zagueiro Cris, no qual mesmo sem som é possível perceber através da leitura labial que o jogador alviceleste diz para o zagueiro algo como “faz logo outro gol”.

Este é um caso em que há uma série de fatores envolvidos, como por exemplo do excesso de vigilância que há em cima dos atletas, que não podem falar ou fazer nada em campo sem que isso se torne manchete nos jornais no dia seguinte, e até mesmo a discussão a respeito de manipulação de resultados e de “corpo mole” no futebol.
O fato é que o caso gerou uma grande discussão, na qual a maioria dos participantes se prende a motivações meramente clubistas na hora de defender seu ponto: os que torcem para times que lutam para não serem rebaixados, e por isso disputam ponto a ponto com o Vasco, afirmam que é necessário uma investigação mais profunda. Já os dos times envolvidos afirmam que não há sentido, principalmente porque o jogo acabou 2 x 1, com o Cruzeiro tentando empatar.

Júlio Baptista rebateu a possibilidade de alguma armação com um argumento bastante plausível: a câmera não capta o diálogo completo, apenas uma frase, que seria resposta a uma provocação do zagueiro pedindo para que ele “amaciasse” o jogo.

Como em qualquer área da vida, no futebol uma frase fora de contexto também pode colocar tudo a perder.