Kokeshis de carne e osso

Por Carol do Valle, Maíra Isis e Vivian Vardasca

A moda Japonesa vem de uma cultura milenar, e possui diversos estilos.

Atualmente a maioria das mulheres usam kimonos apenas em ocasiões especiais, como casamentos e matsuris (festivais populares ou tradicionais). Homens usam kimonos ainda mais raramente. O yukata, kimono leve de algodão estampado, típico de verão, ainda é bastante usado por homens e mulheres nos festivais de verão e em resorts, à ocidental ou estilo japonês. Desde a virada do milênio, entretanto, mais pessoas têm resgatado o uso do kimono no cotidiano, gerando um movimento informalmente apelidado de fashion kimono – kimonos de forma tradicional, mas com estampas modernas, obis (faixas de amarrar na cintura) que não amarrotam ou com nós prontos, que agradam a um público mais jovem.

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O uso de kimono é mais conhecido por outras culturas

Em busca da liberdade, após usarem uniformes iguais durante suas vidas escolares, os japoneses passam a usar variados tipos de roupas quando entram na faculdade. Junto com essa busca pela liberdade foram aparecendo os estilos da moda japonesa como: Decora, Lolita, Gyarus, Visual Kei, entre outros e suas subcategorias.

Entre elas, o estilo mais popular é o Lolita, que surgiu por volta da década de 80, adaptando-se com o tempo, fazendo muito sucesso entre a população conhecida por kawaii. O movimento foi inspirado no estilo rococó com um toque vitoriano, fazendo com que as garotas que assim se vestem fiquem parecidas com bonequinhas românticas e fofas.

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Já o Lolita, é o mais popular por ser um estilo mais “bonequinha”

O estilo é definido por vestidos rodados, saias em formato de sino, laços enormes na cabeça, meias ¾, babados entre outros acessórios que deixam a garota com aparência de criancinhas. Mesmo sendo considerado como “moda”, esse movimento também se torna um estilo de vida para as meninas que se auto intitulam Lolitas. Nesse estilo, há varias subcategorias, cada uma com sua forma diferente, mas todas se encaixando no movimento. Entre eles temos: Gothic Lolitas, Sweet Lolitas, Classic Lolitas, Guro Lolitas, entre muitas outros.

Daniela Narumi, design gráfico, 18 anos, já convive com esse estilo por ser descendente de japoneses.

CP – O que você acha que inspira esse modelo japonês?

DN – Com certeza são os animes e mangas, mesmo que, se reparar bem, os olhinhos grandes dos personagens são um modelo diferente da cultura japonesa que tem os olhinhos pequenos e puxados.

CP – Você acha que esse estilo pode crescer no Brasil?

DN – Sim, acho que sim, porque é algo diferente. É como o carnaval brasileiro, algo que atrai as pessoas e desperta curiosidade.

CP- Você acha que esse modelo é uma forma de “fugir” dos modelos padronizados?

DN – Sim, até porque no Japão, o costume é usar “a roupa de escola” toda igual, incluindo as mochilas, o estilo do cabelo e os sapatos, e quando as meninas saem da escola e chegam até a faculdade, sentem a necessidade de “se libertarem”, e acabam criando esses modelos diferenciados.

CP –E você já viu alguém com uma dessas roupas?

DN – Sim, sempre vejo em eventos, como por exemplo, aqui em São Paulo tem o “Anime Friends”.