“O mordomo da Casa branca” e a batalha pelos direitos civis

Por Diogo Sugaya

“O Mordomo da Casa Branca” tem como foco narrativo a família de Cecil Gaines (Forest Whitaker) e seu trabalho servindo variados presidentes norte-americanos ao longo de trinta anos. Dono de um bom roteiro, o longa traça um panorama da história estadunidense por meio da narração da luta pela conquista de direitos civis. A presença de grandes atores e atrizes (como Vanessa Redgrave, Robin Willians, Jane Fonda) em pequenos papéis faz o filme se destacar por jogar brilho sobre figuras históricas que fazem parte do imaginário de qualquer público que possa vir a consumir a obra.

 

Imagem

Imagem: divulgação

Vale ressaltar a atuação impecável do ganhador de Oscar e protagonista, Forest Whitaker. Oprah Winfrey – sim, a apresentadora de TV – também não faz feio no papel de sua esposa. Os dois, juntos, compõem o principal pilar do filme que, em parceria com o desempenho do resto do elenco consagrado, faz as palavras do bem amarrado roteiro ganharem vida.

Durante a exibição de “O Mordomo da Casa Branca” são diversos os momentos em que o espectador sente-se como se houvesse um nó em sua garganta e, ao mesmo tempo, percebe que seus olhos ficam marejados frente à tela: o filme é realmente comovente. Faz-nos lembrar que a história foi feita por heróis de carne e osso – homens e mulheres que sofreram para garantir as liberdades presentes no mundo de hoje. Dessa vez Lee Daniel acertou a mão na direção do longa  (ao contrário do que aconteceu em seu drama anterior, Preciosa, de 2009). Daniel conseguiu produzir um filme para ficar na memória de qualquer um; mais que isso, ele conseguiu cumprir a difícil missão de construir uma aula de história que emociona.