Conhecidos os campeões africano e asiático

Por André Carlos Zorzi e José Ayan Jr

 

No último final de semana, dia 09/11 o mundial de clubes da FIFA conheceu mais dois de seus participantes, após o encerramento das duas maiores competições de clubes da Ásia e África. O Guangzhou Evergrande, que possui o último nome em referência a uma grande imobiliária chinesa, proprietária da equipe e responsável pela injeção de dinheiro que realizou contratações milionárias recentemente, sagrou-se campeão da Liga dos Campeões da AFC, após empate por 1 x 1 contra o Seoul, da Coréia do Sul, beneficiando-se pelos dois gols marcados fora no jogo de ida, outro empate. Acumulando nove vitórias, quatro empates e apenas uma derrota, o primeiro campeão chinês da história alcançou a excelente marca de 36 gols marcados e apenas 11 sofridos.

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Entre os nomes mais famosos do elenco, estão Marcelo Lippi, técnico que nos últimos 20 anos treinou apenas equipes gigantes da Itália, além da própria seleção na qual foi campeão mundial em 2006, Dário Conca, eleito melhor jogador do brasileirão 2010 pelo Fluminense, Muriqui, ex-Atlético-MG, Elkeson, ex-Vitória e Botafogo, além do chinês Sun Xiang, que teve uma rápida passagem pelo PSV da Holanda.

No continente africano, o Al Ahly confirmou o favoritismo e mostrou porque é um dos maiores clubes do mundo, vencendo o Orlando Pirates, da África do Sul, por 2 x 0, após empatar por 1 x 1 na partida de ida, fora de casa.

O octacampeonato continental pode ter marcado o que foi um dos últimos, ou até mesmo o último jogo do lendário Mohamed Aboutrika, que ao lado de El Khatib e Hossam Hassan é um dos maiores jogadores da história do Egito, além de ser ídolo eterno da torcida do Al Ahly, já que o mesmo anunciou aposentadoria ao fim da temporada, e o último jogo da repescagem africana para a Copa do Mundo do ano que vem.

A polêmica ficou por conta do autor do 2º gol, Abdul Zaher, que fez um gesto em homenagem aos partidários do ex-ministro recentemente deposto Mohamed Mursi, e foi afastado e cortado da disputa do mundial pelo próprio clube, descontente com a manifestação política do jogador.