Serra Pelada: uma aula de história e política

Por Ana Luiza Fujita

Foi lançado, no dia 18 de outubro, o drama brasileiro “Serra Pelada”, dirigido por Heitor Dhalia. O filme conta a história de Juliano (Juliano Cazarré) e Joaquim (Júlio Andrade), amigos que resolvem se aventurar no maior garimpo a céu aberto do mundo, localizado no estado do Pará, no momento seguinte à descoberta de ouro no Brasil. Os amigos saem em busca de uma riqueza – porém o tempo faz com que Joaquim abandone seus valores e Juliano se transforme em um gângster.

O longa mostra a incansável e insistente luta de manter os valores morais em um ambiente de grande desamparo que apresenta condições degradantes. Em meio a tantas pressões e frente à sede de riqueza que se encontra, a amizade entre os rapazes se perde junto aos princípios éticos de cada um.

“Serra Pelada”, sem dúvidas, possui um cenário deslumbrante. A ideia de exibir a vida, a hierarquia e o abuso do Governo sobre os garimpos foi excelentemente executada na película. Além disso, o público acompanha todos os males causados pela chegada da malária e da AIDS no Brasil.

O elenco possui figuras conhecidas e talentosas, como Wagner Moura que rouba a cena no papel de um dos chefes do garimpo; é uma mistura de vilão com um toque de comédia. Também fazem parte da obra Matheus Nachtergaele e Sophie Charlotte.

A mescla entre excelente produção e grandes atuações resultou em mais uma produção do cinema brasileiro; mais que isso: resultou em uma aula de história e política.