Mas que bele! Tem Patropi!

Por Gabriela Abreu

Mo num Patropi, abençoa por De e boni por nature, mas que bele! Não, eu não estou maluca, é só a adaptação do Simonal para a música “País Tropical” de Jorge Ben, é ela quem da o nome da melhor festa de música brasileira de São Paulo, a Patropi.

Entre samba, rock, samba-rock, pop e rap o público, com idade entre 18 e 25, anos  curte –e muito!- as mixagens do DJ Beto Chuquer nas pistas de dança. “Achei diferente, me encontrei muito com minhas raízes, pelo fato de ter musica brasileira somente, e gente que gosta da cultura brasileira” disse Isabela Palhares, 18 anos, estudante de Jornalismo.

Tinha muita gente, a pista, toda decorada com caveirinhas e abóboras, estava cheia e envolvida pela tão conhecida boa energia do Brasil. A festa que rolou dia 19 de outubro era em homenagem ao dia das bruxas, na página do evento no facebook eles já avisavam: Ir de fantasia ou de preto, a noite prometia…

Muitos, como eu, curtiram, mas houve quem não gostasse tanto assim “Achei a ideia muito legal, mas o público não foi o que eu esperava. Parecia que as pessoas que estavam ali, não eram do estilo da música. Talvez pela proximidade de algumas baladas sertanejas, o publico parecia um pouco deslocado”, diz Pedro Rocha, 23 anos, jornalista.

1382316_573975965989769_885527293_nFoto: Facebook da Patropi – DJ Beto Chuquer

Ao final, o público cantava empolgado “complicada e perfeitinha, você me apareceu…” e “ooohhh Ana Juliaaaa aahh ahh ahh ahhh…” e vivia a nostalgia de algumas músicas dos anos 90. A playlist foi de Chico Buarque a Chico Cesar, de Jorge Ben a Marcelo D2, de Raimundos a Los Hermanos, o grande diferencial de toda a bagunça foi realmente a música.

Não importa a idade, o gênero, a letra… Se tocava no coração fazia o corpo balançar. E melhor, fazia balançar, também, os quadris e os pés, mostrando a brasilidade dentro de cada um e cada uma presente, sempre sobrava um sambinha para a remix de qualquer sucesso…