“PERO PAGAN MEJOR QUE EL GOBIERNO”

Por Isabela Palhares

A situação do crime organizado Colombiano sempre foi crítica. As alianças que o poder do tráfico e do dinheiro unem são suficientes para manter uma população vivendo um constante pesadelo. O famoso Cartel de Mendelin comandava o tráfico de drogas no país na década de 1970. Período marcado pela vasta demanda por drogas tanto pelos Estados Unidos quanto por países da América do Sul. Con el jefe Pablo Escobar e sua maneira não convencional de tirar do seu caminho qualquer um que o atrapalhasse, o Cartel de Mendelin se tornou o símbolo mais perigoso do narcotráfico mundial, até a morte de Pablo em 1993.

Com um país repartido e a polícia agindo em prol de uma sociedade mais ameaçada e passiva, o povo Colombiano não tem outra escolha se não obedecer cada regra que lhes é imposta. O país é co-governado pelo crime organizado e não existe nenhum tipo de assistência à população afim de manter os jovens fora da vida do tráfico.

O narcotráfico está infiltrado no sistema Colombiano em diversos graus. Desde familiares do Presidente eleito, passando por empresários de multinacionais, por padres e por chefes de polícia. O medo assolou a sociedade de tal modo que jornalistas não querem mais investigar o assunto – no México não existem mais publicações em jornais sobre o narcotráfico. Qualquer político ou ativista que tenta aplicar alguma mudança profunda no país, é morto. O sistema Colombiano vomita sangue.

Quase como um efeito dominó, um poderoso sempre quer tentar derrubar o outro. Se o Presidente está descontente com a situação explícita dos massacres em seu país, os narco-chefes arranjam um jeito de liquidar essa opinião. Se um policial se recusa a matar a própria esposa por ela ter denunciado um traficante os narcochefes terminam o trabalho. Isso reflete a manipulação enraizada na nata Colombiana sempre em busca do poder e do dinheiro.

O lucro que a venda de drogas como a cocaína adquire ultrapassa a marca dos bilhões de dólares por mês assim como o número de mortos no país chega até a milhares. Não existe uma luz no fim do túnel, só “amigos” e mais “amigos” se aliando e tornando a situação pior. O cenário se resume em cadáveres nas ruas e nos quintais e o futuro de uma nação que não tem nada rodando pelos bolsos de quem tem muito.