A grande decepção de “A família”

Por Diogo Sugaya

O filme conta a história de ítalo-americanos que se mudam para Normandia porque Giovanni Mezzoni (Robert De Niro) é um ex-mafioso que delatou seus colegas. Em um novo país eles precisam se adaptar à nova vizinhança, numa vida sob proteção à testemunha.

 

The Family 2Imagem: divulgação

 

O longa tinha todos os elementos necessários para dar certo: fora produzido por ninguém menos que o mestre Martin Scorsese, conta com um elenco consagrado que inclui os experientes Robert De Niro, Michelle Pfeiffer e Tommy Lee Jones. Na direção, nada mais, nada menos que Luc Besson, um profissional com o quilate de filmes artísticos como o excelente “Imensidão azul”, e sucessos comerciais como “O Quinto Elemento”.

“A Família”, no entanto, não apresenta o resultado esperado – pelo contrário, se arrasta durante aproximadamente duas horas, tempo necessário para a apresentação de cenas de violência gratuita e de um humor negro que comete o maior pecado que o humor pode cometer: não ter graça. Poucas cenas se salvam. O que fica evidente é o desperdício de talentosos atores. Foi preciso paciência para assistir a “A família” e todo seu humor de gosto duvidoso durante sua exibição e não sair no meio da película. Não vale o ingresso nem os nomes envolvidos em sua realização. Assista-o por sua conta e risco.