O barato que custa caro

Por Carol do Valle, Maira Isis e Vivian Vardasca.

No mundo das grifes, bolsas Louis Vuitton, vestidos Prada, relógios Michael Kohrs, são peças de desejo de muitas mulheres, porém com um preço não muito acessível a todas. Por um valor bem mais baixo que das lojas, as conhecidas barracas de camelôs e lojas asiáticas nas galerias do centro de São Paulo, vendem réplicas muito semelhantes, com pior qualidade, mas um sucesso de compras.

Bolsas de "grife" em exposição em loja populas

Bolsas de “grife” em exposição em loja popular

Por outro lado, uma questão frequente é, ao comprar um material falsificado, o quanto do crime organizado será financiado?   A Lei de violação ao direito de marca, posiciona que as mercadorias não podem ter um valor afixado, por não existir uma licença na prefeitura para circularem já que estão fazendo uso de uma marca patenteada para conseguir lucro. Além disso, não há a garantia e facilidade de troca para o consumidor em casos de danos.

A maquiagem também não fica isenta das falsificações, produtos não regularizados pela Anvisa, são vendidos normalmente, um perigo! A pele absorve os produtos, semelhante a consumir um medicamento falsificado, que podem gerar reações alérgicas, como irritação e descamação das mucosas, intoxicações graves pelos componentes das fórmulas modificadas, atingindo fígado, rins e o mais grave, o coração.

Kit MAC falsificado

Kit MAC falsificado

O ideal é ter cautela e tentar evitar a compra dos produtos pirateados, mesmo que muitas vezes sejam pessoas precisando trabalhar, que estejam vendendo, e o original dê a impressão da compra de uma etiqueta.