Entrevista com Guto Ferreira

Por André Carlos Zorzi, Guilherme Raia, Gustavo Ache Saad e José Ayan Jr

Com apenas 16 anos de idade, Guto Ferreira já era treinador do sub-12 de seu colégio em Piracicaba, no interior paulista. Acumulando passagens por XV de Piracicaba, Criciúma, ABC, Corinthians Alagoano, Internacional, Mogi Mirim, Ponte Preta e Portuguesa, já foi campeão da Copa São Paulo de futebol júnior e do estadual gaúcho pelo Internacional, além de ter sido campeão do interior e conquistado o acesso à série C pelo Mogi Mirim.

Atualmente treina a Portuguesa de Desportos, na série A do brasileirão, e vem realizando uma das melhores campanhas do time nos últimos anos.

CP = Café Pautado (Perguntas do blog)

GF = Guto Ferreira (Respostas do técnico)

CP: Você já trabalhou na Europa. Pensa em voltar para lá?

GF: Estou aberto para o mercado, mas nesse momento meu sonho não é nem a Europa. Eu tenho alguns sonhos diferentes.

CP: E quais são esses sonhos?

GF: A grande paixão minha não é a Europa, nunca foi a Europa. Eu acho que não é nem a questão profissional que me direciona para isso, e sim a cultura do povo, a educação, o respeito, organização, e por isso meu grande sonho sempre foi trabalhar no Japão.

CP: Mesmo a Portuguesa passando por um bom momento no campeonato, o clube possui a pior média de público do brasileirão. Por que você acha que isto está acontecendo?

GF: Isso tem muita relação com cultura, relacionamento, administração, torcida, o que eu posso dizer é que a torcida da Lusa nesse momento pode não ter a quantidade, mas a qualidade é fantástica. Só tenho elogios a ela.

CP: A diretoria do clube te consultou a respeito da venda do mando de campo do último jogo, contra o Corinthians?

GF: Fui consultado. Cabe ao bom senso, se existe uma dificuldade dentro do clube, que envolve uma coisa de muita importância. Cabe a mim fazer uma doação, uma cota de sacrifício para ajudar o clube.

CP: Como você vê o futebol de base brasileiro?

GF: Não é o empresário que atrapalha o contexto. Hoje no Brasil há trabalhos de base qualificados, alguns médios e outros mais humildes. Às vezes dizem “ah, mas não estão surgindo novos jogadores”, aí eu pergunto: com tanto dinheiro rolando dentro do Brasil, os clubes estão querendo apostar nos jogadores ou preferem contratar um grande nome?

 

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