Bilionários do futebol europeu

Por Guilherme Raia e José Ayan Jr

Desde meados dos anos 2000, bilionários, na maioria dos casos russos e árabes, adquirem clubes europeus de futebol. Elencos milionários recheados de estrelas, estádios modernos, investimentos exorbitantes, técnicos renomados são características principais dos times em que o dinheiro é injetado por alguns dos homens mais ricos do mundo. Existem pelo menos 50 clubes europeus nessas condições. Algumas administrações são de grande sucesso e rentabilidade, enquanto outras colecionam fracassos.

Em 2003, o russo Roman Abramovich, acusado de desvios de impostos em seu país, comprou o Chelsea, time de pouca tradição na Inglaterra até então, por 233 milhões de dólares e o transformou em potência do continente. Conseguiu em 10 anos, três Campeonatos Nacionais, quatro Copas da Inglaterra, duas Copas da Liga Inglesa, uma Liga da Europa da UEFA e a tão sonhada Liga dos Campeões da Europa. No total, foram investidos mais de três bilhões de dólares nos Blues.

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Outro clube inglês que segue no mesmo caminho é o Manchester City que teve suas ações majoritárias obtidas, em 2008, por 360 milhões de dólares pelo grupo empresarial de Abu Dabi, nos Emirados Árabes, e tem como “dono” o sheik Mansour bin Zayed Al Nahyan.  O time conquistou o Campeonato Inglês na temporada 2011/12 após 44 anos de jejum e contratou nomes de peso como Aguero, Yaya Toure e David Silva.

Na França, Paris Saint-Germain e Mônaco, equipes recentemente adquiridas pelo fundo catariano Qatar Investment Authority, do príncipe Nasser Al-Khelaifi e pelo russo Dmitry Rybolovlev, respectivamente, lutam pela hegemonia no futebol francês e europeu. Para isso grandes contratações como Ibrahimovic e Cavani por parte do PSG e Falcao Garcia pelo Mônaco foram feitas para atrair holofotes do continente.

Nem só de glórias vivem os times financiados por magnatas. O Málaga, da Espanha, vive péssima situação financeira e o dono do clube, sheik Al-Thani, já foi acusado de atrasar salários de jogadores. Outro bilionário russo, Suleyman Kerimov, dono do Anzhi, da Rússia, irritou-se após uma série de fracassos seguidos e vendeu os principais atletas do elenco.

A cada dia vemos mais clubes na Europa comprados por cifras irreais, o que torna o futebol um negócio rentável para alguns que buscam lucros com o esporte globalizado, e verdadeiras decepções para outros que não tem suas expectativas alcançadas.