O IMPERIALISMO AMERICANO E A FALÊNCIA DA HEGEMONIA

Por Isabela Palhares

Analisemos duas crianças. Uma vivendo o sonho americano nos Estados Unidos e outra tentando sonhar ao invés de ter um pesadelo em algum lugar da América Latina ou do Oriente Médio. Definitivamente, um horror de se pensar. Imagine de se viver.

Por tempos, por onde passava, os Estados Unidos foi carimbando com a marca do horror diversos países. Testas suadas e boa intenções passavam longe das iniciativas americanas. Com lares destruídos, terras roubadas, sangue derramado e muita cara de pau, o Imperialismo foi construindo um império ao redor do mundo. As riquezas naturais da América Latina? Tomadas e mal pagas. Países como Iraque e Afeganistão? Invadidos e destroçados. E isso não soma nem a metade.

O que os EUA ganham com o consumo interno de um tomate plantado na Colômbia não chega nem aos pés do que o agricultor ganha para produzi-lo, por exemplo. Como diria Eduardo Galeano, autor do livro “As veias abertas da América Latina”: “Há dois lados na divisão internacional do trabalho: um em que alguns países especializam-se em ganhar, e outro em que se especializaram em perder. Nossa comarca do mundo, que hoje chamamos de América Latina, foi precoce: especializou-se em perder (…).”

Os fatores econômicos, políticos e militares que contribuíram para a hegemonia dos EUA são os mesmos fatores que produzirão o seu iminente declínio. As famosas “guerras ao terror” praticadas por alguns países ocidentais, principalmente pelos EUA, e por seus capachos orientais, como Israel, atualmente, estão alimentando o sentimento antiamericano na população. Guerras sem justificativa substancial (como a do Iraque e Afeganistão) somente para uma ratificação nacionalista da necessidade hegemônica americana não estão sendo bem vistas pelo mundo e o governo está sendo questionado.

O sonho americano da criança do início do texto não está mais se promovendo. O capitalismo inabalável e tido como resumo do ideal consumista americano, está em crise. O povo clama por Direitos e privacidade. O sistema está se desgastando desde 2008? Há quem diga que o poder do país é mais forte que qualquer crise. Bom, vamos pagar para ver.

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