Que não apaguem nossa memória.

golpe no chile 2

Imagem: http://diario16.pe

Por: Carolina Ellmann

Já fazem 40 anos da invasão do Chile, do massacre e do golpe que destituiu violentamente o socialista Salvador Allende do poder e instaurou o neoliberalismo, na base da força (cerca de três mil pessoas morreram e 38 mil foram torturadas) e vejam o Chile como está hoje. Lembrando que o ditador Pinochet morreu quando estava em prisão domiciliar e nunca foi julgado pelas acusações de enriquecimento ilegal e violações dos direitos humanos.

Atualmente assistimos a diversos golpes em nome de valores “democráticos”, como é o caso dos EUA e as outras potências que insistem na invasão à Síria, munidos de acusações de que Bashar al-Assad tem feito uso de armas químicas na região de Damasco, esta “guerra” promete ser mais um dos massacres promovidos em nome da democracia.

Pelas ruas do Chile ocorreram diversas manifestações em memória desta data, centenas de pessoas homenagearam Allende, deixaram flores em seu túmulo e ainda marcharam com cartazes de desaparecidos políticos e pelo menos 68 pessoas foram detidas em confrontos com a polícia.

Um desses protestos nos chamou atenção, conhecido como “Será que não vê”, foi organizado por meio das redes sociais. O ato ocorreu um dia antes de comemorar os 40 anos do golpe de Estado. Os milhares de manifestantes deitaram de barriga para cima nos arredores do Palacio de la Moneda e assim permaneceram por cerca de 11 minutos.

Diante deste panorama as perspectivas do futuro chileno são boas, as pesquisas de intenção de voto indicam que quando votarem em 17 de novembro, devem dar a vitória para a ex-presidente Michelle Bachelet, integrante do partido socialista que deixou a presidência quatro anos atrás, porque a lei chilena proibiu reeleições consecutivas.

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