Abercrombie & Fitch: a exclusão dos gordinhos

Por Hélen de Freitas, Juliana Lima e Nicolás Lepratti

Abercrombie & Fitch é uma marca de roupa originária dos Estados Unidos, que começou a destacar-se por volta dos anos 90. Adotando o slogan “luxo casual” tentou, em vão, evitar a sua popularização destinando-se a um público especifico.

Nas propagandas da empresa já é possível verificar que a marca incita um estereótipo de beleza.  Homens e mulheres acima do peso são excluídos pela Abercrombie. O presidente, Mike Jeffries concorda com essa discriminação. “Muitas pessoas não servem [em nossas roupas] e não devem servir. Somos excludentes? Absolutamente.”

Além de estipular qual público pode utilizar suas roupas, a Abercrombie também exige que seus funcionários sejam musculosos, atraentes, usem brincos e cortes de cabelos específicos e trabalhem sem camisa, por sua vez, as mulheres precisam ser magras e bonitas. Porém, em 2010, a muçulmana Hani Khan, foi demitida por recusar-se a trabalhar sem o véu. A garota entrou com um processo contra a marca e ganhou a causa.

Entre essa e outras declarações, divulgadas por responsáveis da empresa, o designer Isaias Zatz, revoltado com a situação, promoveu uma campanha apelidada de “Abercrombie Popular”.  Em vários protestos contra a marca, vestiram moradores de rua com a grife americana.

Mesmo com pedidos para a fabricação de roupas em tamanhos maiores a preconceituosa Abercrombie se nega a aderir essa proposta. Essa recusa é uma estratégia explicada no livro The New Rules Of Retail( As Novas Regras do Varejo), pelos autores Robin Lewis e Michael Michael Dart. “Ele não quer que pessoas gordas comprem em sua loja. Ele quer pessoas magras e bonitas. Ele não quer que seus principais consumidores vejam pessoas que não são tão bonitas quanto eles usando as roupas”, explicou Lewis.