Além de divertir, “Frances Ha” é prazeroso

Por Rafael Ihara

Um filme norte-americano, não hollywoodiano, com direito a imagens em preto e branco; um longa que mostra como encarar os problemas de forma leve e bem humorada; uma narrativa que faz com que o espectador se identifique com as dificuldades da doce e meiga protagonista.

 

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Imagem: divulgação

 

“Frances Ha” foi produzido nos Estados Unidos, mas tem um toque do cinema francês. O diretor Noah Baumbach, também responsável por “A lula e a baleia” (de 2005), conta a história de Frances (Greta Gerwig), uma dançarina de jeito engraçado com idade próxima dos trinta anos. Ela é assistente de uma companhia e nunca consegue ser promovida por não levar jeito com a arte do movimento do corpo.

Sempre pendurada em dívidas e se esforçando para pagar o aluguel do apartamento que compartilha com um grupo de rapazes, a jovem almeja sucesso. A cada conquista, a felicidade é tanta que a faz correr (dançando, é claro) pelas ruas de Nova York; as derrotas, que são muitas, não fazem o sorriso sair de sua bela face.

O filme mostra também a invejável amizade da protagonista com sua melhor amiga, Sophie. Separadas, Frances sente-se perdida, sem saber que rumo dar à vida. Seus conhecidos engatam em namoros sérios, assumem compromissos, arranjam bons empregos e a personagem de Greta mantém-se na mesma, com as mesmas preocupações: é como se, para ela, a vida tivesse parado no tempo.

Ao espectador fica a impressão de que o diretor Baumbach quis mostrar que não precisamos planejar tudo sempre e que, muitas vezes, preocupações irrisórias se sobrepõem ao prazer de bons momentos com boas companhias, apenas.

Um filme tranquilo e divertido, que não exige muito de quem vai assisti-lo. Ideal para relaxar e… Refletir.

 

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Imagem: divulgação

 

Veja mais em: http://www.franceshamovie.com