Uma guerra humanitária ou a mais idiota do século?

Por Isabela Palhares

Muito tem se falado nesses últimos meses sobre uma intervenção ocidental na Síria tão apoiada por Obama e seus fantoches. A grande pergunta: Por qual motivo? Seria apenas mais uma das súbitas vontades americanas que, desprezivelmente, são apoiadas por países temerosos e manipulados? A questão é que, mesmo sem nenhuma prova concreta, o governo americano se baseia em uma legitimidade hipócrita e incerta para ratificar o uso feito por Al-Assad de armas químicas contra seu povo na região de Damasco.

À espera do aval do Parlamento, a decisão de Obama ainda não foi tomada oficialmente, porém já é de esperar que não sejam acatadas as decisões da ONU e nem dos Direitos Humanos. David Cameron, primeiro-ministro inglês, por sua vez, usa de todo e qualquer argumento para certificar que Bashar Al-Assad causou a tragédia em Damasco e que merece uma retaliação apropriada. Ora, de que servem a perícia e a necessidade de provas concretas antes de acusar algúem?

China, Rússia e Irã não apoiam a guerra. A Rússia sendo estritamente contra mais uma “guerra humanitária da OTAN” e o Irã, aliado político da Síria,  sendo contra qualquer tipo de intervenção americana. “Os Estados Unidos conhecem as limitações da linha vermelha na frente síria. Se Washington vai violar essas limitações, então a Casa Branca vai sofrer sérias consequências por tê-lo feito.”, disse o comandante das Forças Armadas iranianas, Masoud Jazayery em entrevista a um canal de TV local.

O Brasil nessa história toda? Respeitoso à soberania de cada país. Não interfere e não palpita. Com uma neutralidade singular, consegue se abster de todo esse acontecimento. Posição boa ou ruim? Questão de ponto de vista.

Guerras imperialistas, sob o pretexto de guerras humanitárias são e sempre foram apoiadas por países que detêm o poder central da humanidade. “Como superpotência, os Estados Unidos adquiriram uma espécie de ‘direito absoluto que os coloca acima da ordem internacional constituída. Na prática os Estados Unidos não precisavam de justificativa legal para suas guerras, porque seu histórico de defesa da democracia (…) deu legitimidade ética à sua primazia de facto. Os europeus deviam sua liberdade aos Estados Unidos e, com ela, uma gratidão incondicional.”, trecho do livro Espectro de Perry Anderson.

Por fim, concluindo meu comentário sobre a guerra, porém sem explicar a questão Síria e longe de mim resumi-la, deve-se analisá-la com muito cuidado e inteligência para não cair nas armadilhas ocidentais que, infelizmente, estão espalhadas até no próprio Oriente Médio.

Leia mais: Carta Maior