Sul-Americana e Copa do Brasil

Por: André Carlos Zorzi, Gustavo Saad, José Ayan Jr.

 

Participar de uma competição continental oficial deveria ser um privilégio para qualquer equipe no mundo. Deveria, já que não é dessa forma que as equipes brasileiras enxergam a Copa Sul-Americana.

O próprio momento dos clubes já dá indícios disso: dos cinco piores colocados do Brasileirão à altura da 15ª rodada, quatro participam da competição, além do Sport que disputa a série B.

Se a baixa lucratividade e o aperto no calendário já faziam a competição ser vista com maus olhos, o esquizofrênico sistema de classificação adotado pela CBF a partir deste ano piorou ainda mais as coisas. O Sport, por exemplo, conquistou sua vaga tendo como méritos o rebaixamento no brasileirão e uma eliminação para o ABC na Copa do Brasil.

O resultado acaba sendo equipes poupando jogadores, públicos baixos e um desprestígio da competição por parte da imprensa, dos técnicos e da torcida.

Enquanto isso, a Copa do Brasil conta com as equipes participantes da Libertadores, além de outros gigantes brasileiros. Ofuscar a segunda maior competição da América do Sul acaba sendo o preço por realizar os dois maiores torneios de mata-mata simultaneamente.

Os confrontos de ida e volta geram uma boa indefinição e imprevisibilidade, bons para o futebol. Com exceção de Nacional-AM, Criciúma e Portuguesa, todos os mandantes dos confrontos de ida venceram suas partidas, o que mantém a reversão dos placares em aberto para a semana que vem.

Confrontos encerrados até o fechamento desta edição:

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