Rir e chorar num clássico de Chaplin

Por Diogo Sugaya

Com uma historia comovente, Chaplin, em “Luzes da Cidade”, faz a audiência rir (pois o filme é repleto de gags) e chorar (com suas cenas tocantes).

O longa começa com uma autoridade inaugurando um monumento em homenagem à paz e à prosperidade. Quando isso acontece, o personagem Carlitos (um homem desabrigado) é apresentado ao público, dormindo aos pés da escultura. Nessa passagem, Chaplin faz uma fina crítica ao mostrar que os privilégios aos quais a estátua homenageia não são garantidos à todos.

Depois dessa cena inicial, há um encontro e seguidos desencontros do adorável vagabundo Carlitos, protagonista, com uma florista cega, ele se apaixona.

Ao desenrolar da narrativa, a luta social dos personagens salta da tela, onde o trágico e o engraçado se misturam com maestria. O espectador também fica extasiado ao deparar-se com a beleza do amor que não se vê, mas se sente.

Luzes da Cidade (1931), de Charles Chaplin, é um filme atemporal e, exatamente por isso, apresenta cenas clássicas. Uma delas é a luta de boxe de Carlitos. Outra, é o ultimo reencontro do desabrigado com a florista. Um momento indescritível e que, claro, é resultado da confluência da pantomima de Chaplin, com a orquestra de fundo e as cores monocromáticas apresentadas.

É mais do que recomendável assistir “Luzes da Cidade”: o espectador passa por uma aula de cinema . Todos que tem ao menos uma ponta de amor pela sétima arte, devem conferir essa clássica produção.

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