Videogame na mira

Por Hélen de Freitas, Juliana Lima e Nicolás Lepratti

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Agosto chocou o país com o “Caso Pesseghini”. O adolescente Marcelo Pesseghini, de 13 anos, apontado como o principal suspeito pela polícia, matou cinco membros de sua família e depois se suicidou, no dia 5 de agosto, em sua casa na Zona Norte de São Paulo. As apurações da polícia ainda não chegaram ao fim, mas o portal G1 aponta que a chacina foi influenciada pelo jogo de videogame Assasin’s Creed

Para o blog Garotas Geek, essa é mais uma maneira de a mídia demonstrar o seu preconceito a respeito dos jogos eletrônicos. O Tumblr Matei pq joguei também mostrou situações absurdas envolvendo jogadores e games com casos trágicos e violentos. Uma maneira bem humorada de criticar as matérias veiculadas em jornais.

O psicólogo e sociólogo, Sergio Moreira, afirma que os jogos de videogame não são os principais “culpados” dos crimes. Para ele os games podem influenciar o modo de vida de uma pessoa caso ela já tenha uma pré-disposição a apresentar esses distúrbios mentais. “O jovem pode pegar o modelo do jogo, do herói, ou bandido e aplicar na sua vida, assim como uma criança pode colocar um pano de prato no pescoço e pular da janela achando que é o super-homem”.

Para estudante de jornalismo da PUC-SP, Juliana Peccinini, o conceito que jogos fazem as pessoas se tornarem violentas é uma lenda. Ela se assume viciada no game LOL (League Of Legends) e afirmou que já deixou de sair com os amigos para ficar jogando, mas nunca mudou seu jeito de agir.

Acusar os games é tentar esconder o verdadeiro culpado: o psíquico humano.