O cara certo para o objetivo de sempre

Por: André Carlos Zorzi, Gustavo Saad, José Ayan Jr.

Luiz Felipe Scolari, 64 anos, assumiu o Brasil pela segunda vez dez anos depois de sagrar-se campeão mundial. Nesse período conquistou apenas dois títulos, mesmo assim o gaúcho conseguiu manter-se valorizado no mercado mundial.

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Colecionador de vitórias em competições oficiais, e de tropeços em amistosos, o retrospecto de Felipão é o seguinte: somando as duas passagens, em 38 jogos tem 70% de aproveitamento, com 25 vitórias, cinco empates e oito derrotas. Contando apenas jogos em competições da Fifa, o treinador tem um histórico invejável, são 12 vitórias em 12 partidas.

Em ambas chegadas à seleção, Scolari assumiu o cargo em momentos turbulentos. Na primeira, herdou o cargo de Emerson Leão, um dos técnicos de pior aproveitamento da história da amarelinha, e na segunda, de um desprestigiado e vaiado Mano Menezes.

Nas duas ocasiões, teve por volta de um ano para realizar seu trabalho. Se no passado tinha à disposição os recém-eleitos melhores do mundo Ronaldo e Rivaldo, hoje depende muito da habilidade do jovem Neymar, já que Kaká e Ronaldinho Gaúcho encontram-se em declínio na carreira, e não estão mais entre os melhores do planeta.

A julgar pelo retrospecto de Felipão, as chances de um bom resultado na Copa do Mundo são reais, mas é justamente por essa sua trajetória que sabemos que independentemente do resultado final, seu nome já está marcado para sempre na história gloriosa do futebol mundial.

TABELA 2