Ataque ao capital: utopia ou realidade?

Por Alex Tajra

O nascimento do pensamento “Black Bloc” se deu nas décadas de 60 e 70 na Europa. Representa a crítica do capitalismo. Somente este ano, no Brasil, o Black Bloc manifestou-se direto e organizado, reportando suas primeiras aparições nas passeatas contra o aumento da passagem de ônibus em Junho. Entrevista com R. F., 21 anos, estudante e participante assíduo do Black Bloc:

Café Pautado – Qual foi seu primeiro contato ? Por que se interessou?

RF – Meu primeiro contato foi em 2010, quando Egito e Grécia viviam a Primavera Árabe. Depois que conheci o movimento nestes países procurei me informar por meio de vídeos no Youtube e sites na internet.  Meu interesse se deu por sempre ter procurado uma ação política direta sem intermédio ou representação.

CP – Como surgiu no Brasil ?

RF – A galera do Rio de Janeiro se influenciou muito por estas linhas de São Paulo e aí eles foram os primeiros a criar um movimento organizado no Brasil. É importante falar que o Black Bloc foi criado para a defesa dos manifestantes da repressão policial que aumentava a cada protesto carioca.

CP – Qual o objetivo ?

RF – Atacar os símbolos do sistema vigente, responsáveis pelas situações de opressão, desigualdade e violência que são fundamentais para o funcionamento do Capitalismo. É impossível destruir fisicamente o capital, porém um ataque aos símbolos promove a conscientização por meio do impacto material.