À “Ferrugem e Osso”, muitas palmas

Por Rafael Ihara

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Aplausos ininterruptos por dez minutos em um dos mais importantes festivais de cinema. Como? “De rouille et d’os” – “Ferrugem e osso”, como foi apresentado no Brasil – foi projetado durante o Festival de Cannes. O longa foi dirigido por Jacques Audiard e rodado em 2012 na Bélgica e na França.

A narrativa cinematográfica, composta por uma reunião de contos de Craig Davidson, possui muitos dramas embutidos e que são pouco aprofundados. Há também algumas passagens que parecem estar deslocadas do fio responsável por conduzir a narrativa. No papel de uma mulher que torna-se deficiente, Marion Cotillard poderia ter cometido um exagero ou outro na atuação; de forma brilhante, ela coube na coerência que o papel exigia.

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Matthias Schoenaerts, um dos protagonistas, também apresentou-se de forma justa. Pela participação em “Ferrugem e Osso”, o ator ganhou o prêmio francês César du Cinéma de ator revelação.

A convincente atuação de ambos deu margem para que o espectador se aproximasse da história contada, permitindo que ele vivesse, junto das personagens, os dramas que a situação de recuperação física e emocional proposta pelo filme.

Apesar de apresentar um tema complexo, “Ferrugem e Osso” transcorre de maneira natural. Certamente o filme vale o ingresso.